Blog do PicPay: conteúdos sobre pagamentos, app e muito mais

Pix é seguro? Como evitar golpes de transferência de dinheiro

O Pix é seguro? Confira a resposta para essa pergunta e dicas de como evitar golpes de transferência de dinheiro

14 de janeiro de 2022 Atualizado em 10 de maio de 2022

Qual é o seu Pix? Essa pergunta já faz parte do dia a dia de mais de 100 milhões de brasileiros, que, segundo o Banco Central, utilizam a solução de pagamentos instantâneos. Mas será que o Pix é seguro?

O lançamento do novo sistema de pagamentos, no fim de 2020, trouxe facilidade na transferência de dinheiro entre pessoas, e até mesmo na hora de fazer pagamentos pelo celular.

Mas muitas pessoas passaram a usar o celular como principal instrumento para resolver pagamentos do dia a dia. E, com isso, infelizmente muitos criminosos viram nesse comportamento uma forma de aplicar golpes de transferência de dinheiro e até mesmo o golpe do Pix. 

Para aumentar as barreiras de segurança, o Banco Central, autoridade que regula as instituições financeiras, divulgou uma série de mudanças para os pagamentos eletrônicos realizados via Pix. 

Um exemplo é que as transações não podem mais ultrapassar R$ 1 mil reais entre as 20h e 6h.

Outra medida para evitar o golpe do Pix é a possibilidade do cliente estabelecer limites diferentes para as transferências nos períodos diurno e noturno e assim restringir transações suspeitas e mitigar os riscos de golpes. 

Mas o Pix é seguro?

O Pix é um meio de pagamento instantâneo criado para facilitar o nosso dia a dia. E, por ter sido idealizado pelo Banco Central e ser utilizado por instituições sérias e que são regulamentadas, ele pode ser considerado bastante confiável.

Além disso, de acordo com o Banco Central, toda transação só pode ser iniciada no ambiente seguro da instituição financeira. E esse local deve ser acessado por meio de uma senha ou de outros dispositivos de segurança, como reconhecimento biométrico e reconhecimento facial ou uso de token.

O Pix também conta com sistemas antifraude que são operados pelas empresas que ofertam o serviço. Com isso, elas podem identificar transações suspeitas, que fujam do perfil do usuário. 

Com isso, as instituições podem realizar o bloqueio para fazer uma análise de transações suspeitas por até 30 minutos, durante o dia. Se forem realizadas durante a noite, o bloqueio pode ser de até 60 minutos.

As transações que não forem consideradas seguras, inclusive, podem ser rejeitadas.

Dessa forma, em termos de tecnologia, o Pix é seguro. Mas, ainda assim, as fraudes podem acontecer. Por isso, é importante entender como elas ocorrem e, assim, se proteger. 

Embora alguns dos golpes de transferência de dinheiro mais famosos envolvam o nome do Pix, o maior risco — e na maioria das vezes, o principal culpado — é o fator humano

O Pix é uma forma simplificada de transferir dinheiro, mas tem a mesma segurança que o Sistema Financeiro Nacional usa para TED e DOC. E as transações podem contar, ainda, com fatores de autenticação criados pelas próprias  instituições financeiras.

É por esse motivo que o golpe do Pix normalmente ocorre por atuação humana, e não por falha ou culpa do sistema do Pix em si. Se o cliente adotar comportamentos seguros e ficar atento a situações suspeitas, vai poder fazer pagamentos com maior segurança, seja com o Pix ou qualquer outro. 

Isso quer dizer que os riscos do Pix são os mesmos de outros serviços financeiros. Portanto, o Pix é seguro, mas é importante usá-lo com atenção para evitar problemas. 

Por ainda ser uma novidade e muito utilizado todos os dias por milhares de pessoas, o Pix acaba sendo visado por criminosos e utilizado em fraudes. Mas, como o próprio Banco Central já alertou a população e resumiu bem: o Pix é novo, mas os golpes são antigos. 

Golpe do Pix: quais são os mais comuns?

Entenda quais são os principais golpes de transferência de dinheiro envolvendo o Pix e saiba como se proteger.

Invasão de conta

Esse tipo de golpe acontece normalmente quando o usuário é levado a clicar em links suspeitos, recebidos por SMS ou no WhatsApp. Caso sejam abertos, eles podem infectar o telefone com um vírus.

Com o vírus implementado, quando a vítima abrir um aplicativo de banco, o golpista vai receber uma notificação em sua tela, informando que a pessoa iniciou uma sessão na instituição financeira.

Nesse momento, o golpista rouba os dados de acesso e consegue utilizar a conta bancária do cliente. Assim, ele transfere dinheiro por meio do Pix.

Falsa central de atendimento

Outro golpe bastante comum acontece quando o fraudador se identifica como funcionário de banco ou de uma instituição financeira em que a vítima é cliente, e oferece algum tipo de ajuda ou benefício. 

Ao pensar que está falando com um funcionário, a vítima acaba passando seus dados para o criminoso, que consegue acessar as contas com as informações obtidas.

Perfil falso no WhatsApp

Um dos golpes mais famosos acontece quando os golpistas nem precisam clonar o WhatsApp. Eles simplesmente escolhem as vítimas em redes sociais, onde conseguem suas fotos e, de alguma forma, descobrem os celulares de alguns contatos próximos.

Com a foto e um número de celular, criam um perfil falso da pessoa e mandam mensagem, explicando a troca de número. Logo depois, pedem uma transferência via Pix, como se estivessem em alguma emergência.

Leia mais: Golpes do WhatsApp: como evitar e o que fazer se cair em um?

Venda falsa

Esse tipo de golpe acontece quando o golpista anuncia a venda de algum produto nas redes sociais, site de anúncios ou plataformas de e-commerce. Ele negocia com a vítima, como se fosse uma compra comum.

A questão é que, durante a negociação, o cliente é convencido a fazer o pagamento antecipado e acaba não recebendo o produto.

Esse tipo de golpe pode incluir casos de promessa de empréstimo, com a condição de receber um pagamento prévio para liberação do dinheiro, por exemplo.

Descontos na fatura do cartão

Nesse golpe, criminosos enviam mensagens no celular, oferecendo descontos para pagamentos de faturas de cartão de crédito ou contas de celulares.

Para receber o suposto benefício, a vítima precisa acessar um site e informar dados como a bandeira do cartão, CPF, os quatro últimos dígitos do cartão e o valor total da fatura.

Depois disso, a página informa uma chave do Pix para qual o valor com desconto deve ser enviado. O destino do dinheiro, porém, não tem relação com instituições financeiras. 

Leia mais: Cartão de crédito sem anuidade: conheça o PicPay Card

Caí no golpe do Pix. O que fazer?

Se você caiu no golpe do Pix, mantenha a calma, nem tudo está perdido. Avise sua instituição financeira o mais rápido possível para ela tente recuperar o dinheiro. Nesse caso, é recomendado apresentar o Boletim de Ocorrência (BO), que você pode fazer online.

É possível recuperar o dinheiro, mas apenas nos casos em que ele ainda está na conta destino, para a qual foi enviado. Ou seja, se o Pix foi feito da instituição A para a instituição B, e ele ainda não tiver sido retirado da B pelo golpista, é possível reavê-lo.

Como se prevenir contra golpes financeiros

Independente do tipo de golpe, a recomendação de segurança mais importante é ter cuidado com as informações solicitadas e compartilhadas por você.

Confira abaixo algumas dicas para fugir dos golpes do Pix:

  • Desconfie de informações recebidas por e-mail e números desconhecidos. Normalmente, instituições financeiras não entram em contato com clientes por telefone ou e-mail para pedir qualquer tipo de dado ou informação. Em caso de suspeita, sempre consulte canais oficiais da empresa;
  • Tenha certeza de realizar as suas transações com o Pix dentro do aplicativo da sua instituição financeira;
  • Se receber um link de pagamento, confira se a plataforma utilizada é uma instituição autorizada e confiável;
  • Observe e confira com atenção os dados de quem vai receber o pagamento;
  • Não forneça sua chave ou identificação em sites desconhecidos.

Caso você não saiba muito bem como agir nesses casos em que tem alguma suspeita, confira abaixo as orientações para evitar golpes financeiros.

Dicas práticas para não cair em golpes

Por ainda ser um meio de pagamento novo, os golpes envolvendo o Pix estão cada vez mais comuns e, por isso, é importante estar de olho em dicas práticas para evitar cair em algum deles.

Não se cadastre em sites desconhecidos

Não informe dados pessoais, como CPF, número de celular e senhas, em sites desconhecidos. Confira sempre se o endereço corresponde à marca do site, empresa ou serviço público, além de garantir que o CNPJ da companhia que solicitou o pagamento está ativo. 

Se você receber um link suspeito, não abra, já que ele pode acessar suas informações confidenciais. Normalmente, esses endereços acompanham alguma oferta que seja muito atraente, como descontos e prêmios em dinheiro.

Duvide de pedidos de dinheiro que chegarem pelo Whatsapp

Como você viu acima, a clonagem do Whatsapp e de números de celular de pessoas próximas a você é outro crime que se tornou bastante comum.

Por isso, se você receber algum contato de pessoas próximas por um telefone que não conheça, desconfie e tente checar no número da pessoa que você já tem cadastrado.

Caso ela não responda instantaneamente, você pode tentar ligar ou contatá-la de outra maneira.

Cuidado com QR Codes falsos

O QR Code, que viabiliza transações por meio da captura do código, já tem ficado bastante famoso. No entanto, é importante certificar-se de que o valor que consta no QR Code e o destino do dinheiro estão corretos antes de realizar os pagamentos e transferências.

Nunca compartilhe suas senhas

Nunca compartilhe as suas senhas pessoais ou as senhas de acesso ao internet banking e não confunda a senha com a chave do Pix. 

Além disso, não utilize senhas fáceis de adivinhar (como data de aniversário) e nem guarde-as anotadas em locais de fácil acesso. Caso você sofra um furto ou roubo, o criminoso pode usar essas informações para acessar suas contas. 

Cuidado com ligações ou mensagens da sua instituição financeira

Desconfie de telefonemas ou mensagens em que a pessoa argumente que trabalha na instituição financeira de que você é cliente. Caso veja algo suspeito, procure entrar em contato pelos canais oficiais.

Além disso, o Banco Central também lista vários mecanismos adotados pelas instituições financeiras para garantir a segurança de todo e qualquer tipo de transação. São eles:.

  • As informações pessoais são protegidas pelo sigilo bancário;
  • A autenticação e criptografia também estão garantidas;
  • As transações são integralmente rastreáveis, por serem operações de conta a conta;
  • A identidade do pagador é autenticada de forma digital, por senha, token, reconhecimento biométrico ou outro método de segurança adotado pela instituição financeira;
  • Os dados das transações transitam criptografados na rede do Sistema Financeiro Nacional;
  • A rede de dados identifica transações atípicas e dessa forma, bloqueando essas transações por um tempo, ou mesmo rejeitando;
  • Por ser uma solução do Banco Central, todas as instituições bancárias estão interligadas em sistemas de proteção e;
  • Estabelecer limites máximos de valores para as transações com base no perfil do cliente também é outro mecanismo de segurança.

É seguro deixar dinheiro no PicPay?

Sim, o PicPay é seguro, inclusive para deixar dinheiro e utilizar Pix. A empresa é uma instituição regulada pelo Banco Central e garantir a segurança dos usuários é uma de suas prioridades. 

Além de seguir todas as regras e melhores práticas do mercado financeiro brasileiro, o PicPay conta com times e ferramentas que protegem as informações dos usuários e de todas as transações realizadas no app. 

Os dados que você cadastra no app como chaves Pix permanecem seguros. Além disso, as informações são criptografadas, ou seja, elas são codificadas para protegê-los contra o acesso de pessoas não autorizadas.

E, ainda, análises recorrentes são feitas e as informações cadastradas são verificadas.

Tudo isso é feito para garantir que é seguro deixar o dinheiro no PicPay e utilizar o app em todas as suas necessidades do dia a dia.

Além disso, você pode tornar sua conta mais segura ao validar a sua identidade no aplicativo. Para isso, basta seguir os passos abaixo:

  • Abra o PicPay;
  • Localize a parte de cima do aplicativo;
  • Toque em botão de Configurações;
  • Escolha a opção Validar minha identidade.

Importante: O PicPay nunca solicita informações em canais não oficiais. Por isso, sempre procure os canais oficiais do aplicativo em caso de dúvidas. Saiba mais sobre a política de segurança do PicPay.


Agora você já sabe que o Pix é seguro e pode fazer parte do seu dia a dia para facilitar a sua rotina, certo? Então aproveite e confira nossos outros conteúdos sobre segurança digital!

Esse conteúdo foi útil? Deixe aqui sua avaliação

Média da classificação 4.6 / 5. Número de votos: 9

Compartilhe este Post:

Conteúdos relacionados