Golpe da criptomoeda: como funciona e como evitar

Entenda como funciona o golpe da criptomoeda e aprenda o passo a passo para fugir desse tipo de problema

22 de junho de 2023

Um assunto que tem ganhado cada vez mais espaço, o golpe da criptomoeda tomou os noticiários do país ao atingir pessoas públicas, como o jogador de futebol Gustavo Scarpa, ex-Palmeiras.

No entanto, a ação criminosa está longe de impactar apenas famosos ou famílias com grande poder aquisitivo. A verdade é que o perigo pode estar mais perto do que você pensa.

É importante destacar que, do ponto de vista tecnológico, as criptomoedas são seguras. Porém, é preciso prestar atenção em golpes financeiros que se aproveitam da boa fé das pessoas, utilizando engenharia social.

Leia mais: 17 golpes financeiros mais comuns do Brasil

Para que você fique mais seguro,  vamos apresentar quais são os cuidados que devem ser tomados para evitar golpes e fraudes envolvendo criptomoedas.

Como funcionam os golpes com criptomoedas?

Já diz o ditado popular: quando a esmola é grande, o santo desconfia. Hoje em dia, é muito fácil encontrar novas formas de investimento – seja em criptomoedas ou outras modalidades – e os golpistas utilizam isso para a aplicação de golpes.

Assim, se você quer investir em moedas digitais, é importante ter cautela com promessas que parecem ser boas demais para serem verdade

Essa propaganda de facilidade em ganhar dinheiro sem grande esforço é um ponto que, no mínimo, deve exigir atenção redobrada.

Os golpes, em sua maioria, acontecem a partir de falsas corretoras, que nada mais são do que as intermediadoras para compra e venda de criptomoedas.

Existem dois tipos principais de golpe da criptomoeda: em alguns casos, a corretora oferece investimento em ativos que nem existem. Em outros, promete retornos inalcançáveis e não devolvem o dinheiro aplicado.

Pelo fato das moedas digitais serem descentralizadas, ou seja, não responderem a nenhum órgão ou agente regulador, como é o caso do Banco Central, os valores podem subir e descer rapidamente. 

Tudo depende da quantidade de gente comprando e vendendo aquele produto, seguindo a chamada lei de oferta e demanda. 

O sistema é bastante semelhante com a bolsa de valores: comprar na baixa e vender na alta. Esse é o princípio básico para fazer dinheiro com a nova geração de moedas.

Existem ainda outras formas de aplicar golpes, como o roubo das chaves de acesso às carteiras digitais, e que podem fazer com que os criminosos tenham controle absoluto sobre o destino daquele dinheiro digital.

Como evitar o golpe da criptomoeda

A escolha de uma empresa de investimento para lidar com criptomoedas deve ser feita com o máximo de cuidado possível.

O primeiro passo para evitar cair no golpe da criptomoeda é estar sempre em sinal de alerta. São negócios que envolvem o seu dinheiro e eventualmente até todo o patrimônio construído ao longo de uma vida.

Qualquer estranheza na hora de fazer os investimentos ou situações pouco claras com os corretores devem ser resolvidas antes de avançar para o efetivo investimento e envio do seu dinheiro para aquisição de criptomoedas.

Além disso, é pouco recomendável que você se aventure nesse setor sem ao menos já ter estudado um pouco sobre o tema. Pesquise bastante antes de começar. Inclusive, o Blog do PicPay pode te ajudar com isso. 

Leia mais: O que é criptomoeda: guia completo sobre o investimento

Portanto, entender quais são as moedas disponíveis e como o sistema cripto funciona como um todo podem ser atitudes simples, mas que garantirão a você uma maior tranquilidade na hora de fazer seu investimento.

Além do mais, você já deve ter sido impactado por ofertas tentadoras e promessas de formas de ganhar dinheiro sem grande esforço por meio das redes sociais, não é mesmo?

Seja por um momento de vulnerabilidade ou empolgação exagerada para ganhar dinheiro, é muito importante que você consiga parar e pensar antes de tomar qualquer atitude.

Conversar com outras pessoas, preferencialmente de sua confiança e que tenham um maior entendimento sobre o mercado de criptomoedas, também é uma forma de evitar que seja uma presa fácil para os golpistas.

Como já foi apresentado, nada no universo cripto é feito a partir do imediatismo – tirando a chance de perder todo o próprio patrimônio por conta de um investimento errado ou confiança demais em pessoas indevidas.

Como denunciar uma carteira de criptomoedas

O primeiro ponto que você deve saber é que existe um órgão regulador chamado CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que é um requisito mínimo para que profissionais possam atuar com ofertas de investimentos.

Assim, qualquer carteira que não tenha um profissional enquadrado nesses tempos pode ser denunciada. 

É recomendado, inclusive, que ao iniciar as conversas com uma corretora financeira, seja indagado sobre a situação de registro na CVM.

Caso perceba que não está apta com suas obrigações ou que indique situações pouco usuais no trato dos investimentos, pode fazer a denúncia pelo Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) através do telefone 0800-025- 9666.

Como saber se uma criptomoeda é verdadeira

Ao se interessar pelo mercado de criptoativos, você deve saber que pode estar lidando com uma infinidade de possibilidades de investimentos.

Ao todo, existem mais de 20 mil tipos de tokens de negociação no mercado, de acordo com dados do CoinMarketCap, uma das principais fontes de informação do setor.

Portanto, mais do que saber se a moeda digital existe, é necessário saber se ela é relevante e se de fato pode ser considerada um bom caminho para se investir.

Para ajudar a saber sobre a veracidade de uma criptomoeda e demais informações, você pode acompanhar as seguintes dicas:

1. Procure site e redes sociais oficiais

Apesar de não representar nenhuma garantia, o mínimo que se espera é que criptoativos possuam um site para esclarecer aos interessados mais detalhes sobre a moeda.

Caso não exista e as informações sejam exageradamente vagas, é motivo suficiente para descartar o investimento e suspeitar de golpe.

Uma vez encontrado, o site oficial deve apresentar informações gerais do token, como casos de uso e modelo econômico. Indo mais a fundo, é importante que a empresa desenvolvedora do ativo esteja em evidência..

2. Veja em quais exchanges (corretoras) o token é negociado

Qualquer token pode ser listado em exchanges descentralizadas, desde que seja capaz de comprovar mínima liquidez.

Por isso, é ainda mais importante para a segurança do negócio quando os ativos são listados em exchanges centralizadas, por serem mais rigorosos nos processos de aceitação de novos ativos.

Você sabia que é possível investir em criptomoedas pelo PicPay? O aplicativo é seguro e oferece, atualmente, dez opções diferentes de tokens, que passam por uma curadoria. São eles:

  • Bitcoin (BTC);
  • Ethereum (ETH);
  • Pax Dollar (USDP), stablecoin lastreada em dólar;
  • Litecoin (LTC);
  • Polygon (MATIC);
  • Uniswap (UNI);
  • Chainlink (LINK);
  • Bitcoin Cash (BCH);
  • Aave (AAVE);
  • Solana (SOL).

3. Utilize o Etherscan para validar informações

Principal explorador de blockchain e ferramenta muito utilizada para encontrar informações importantes sobre criptomoedas, o Etherscan pode (e deve) ser usado para comprovar dados mínimos de potenciais investimentos.

É necessário, por exemplo, que o endereço do token (que pode ser encontrado em sua página oficial ou em sites como o CoinMarketCap)  seja verificado no Etherscan.

O dado pode ser confirmado nas primeiras linhas do código da moeda, em uma mensagem base como “foi submetido à verificação do Etherscan” e a data de registro da ação.

Caso não possua essa verificação, é possível que se trate de um golpe ou, no mínimo, de um projeto que não chegou a avançar a ponto de ser comercializado.

Tipos de golpes com criptomoedas

Por se tratar de um mercado em constante desenvolvimento, os criminosos cibernéticos também buscam a todo instante novas formas de fraudar informações e enganar interessados em realizar investimentos.

Confira alguns tipos de golpes que já são conhecidos no mercado de criptomoedas:

1. Sites falsos

É comum que estelionatários criem sites praticamente idênticos ao de uma corretora mais famosa para induzir pessoas a passarem dados sem saberem que estão caindo em uma armadilha.

Por isso, é recomendado que você preste atenção no cadeado que fica ao lado da barra de endereços do navegador. A mera existência desse sinal de segurança pode ser significativo para saber se o site é considerado seguro.

Leia mais: Como saber se um site é falso ao fazer uma compra?

Se ficar na dúvida ou perceber qualquer diferença, busque novamente o endereço e confirme os dados. Os fraudadores podem fazer pequenas alterações, como duplicar a letra ‘i’ ou trocar o número ‘0’ pela letra ‘o’, entre outras técnicas.

2. Aplicativos maliciosos

Por mais que as lojas virtuais como App Store e Google Play estejam constantemente combatendo eventuais aplicativos maliciosos, muitas vezes programas passam pelo filtro e podem chegar ao seu celular.

Leia mais: Vírus no celular: aprenda a identificar e eliminar malwares

Portanto, muita atenção em qualquer tipo de aplicativo que for baixar, seja para efetivamente investir ou para receber dicas desse meio. 

Muitas vezes esses programadores precisam apenas de uma porta de entrada para causar prejuízos irreparáveis à sua conta bancária.

3. Redes sociais e e-mails

Pode parecer clichê falar isso, mas não se deve clicar em nada que não se sabe a origem.

Desde propagandas feitas por pessoas famosas no Instagram – que eventualmente podem até ter sido invadidas – até e-mails de caráter duvidoso.

Clicar em links e fazer cadastros é sempre a pior escolha, ainda mais quando se trata de “oportunidades únicas” no ramo de investimentos. 

Quer ficar ainda mais seguro? Confira o nosso conteúdo completo sobre como não cair em golpes na internet, com 13 dicas de segurança.

É possível ir ainda mais além, acessando todos os conteúdos da editoria de segurança digital do Blog PicPay

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