De programador em celulares quebrados a PicPay Lover

Conheça a história de Cezar Pauxis, paraense que viralizou nas redes sociais e se tornou Engenheiro de Software no PicPay

17 de março de 2022 Atualizado em 10 de maio de 2022

Muita gente já sonhou em virar trend em alguma rede social por aí, mas garantimos que esse não foi o caso do PicPay Lover Cezar Pauxis. O paraense de 19 anos recebeu apoio dos amigos para publicar sua história no Twitter e, quando menos esperava, ficou conhecido Brasil afora como o garoto que aprendeu a programar em celulares quebrados.

Pauxis começou a se interessar por tecnologia quando tinha apenas 10 anos, mas foi mesmo em 2017 que descobriu o mundo dos bots no aplicativo Telegram, e decidiu que queria aprender a desenvolver esses robôs que interagem com os usuários.

“Nessa época, perguntei a alguns conhecidos se era possível programar no celular e me disseram que era possível sim, mas muito difícil. E eu foquei só na parte de que era possível.”

Cezar Pauxis, Engenheiro de Software do PicPay

Quando conseguiu fazer o primeiro robô, que servia só pra dizer “oi”, ele se interessou cada vez mais pelo universo tech. “Tive muita dificuldade pra aprender porque eu ainda não dominava o inglês e não existiam muitos conteúdos e tutoriais em português”. No entanto Cezar não desanimou e conseguiu programar vários outros bots nos anos seguintes.

A história que viralizou no Twitter

“Pra mim não era tão difícil porque era a única forma de programar que eu conhecia. Eu não tinha noção de quando isso poderia melhorar”. Pauxis morava em Carutapera, um município com menos de 25 mil habitantes no interior do Maranhão, e nunca tinha tido um celular que funcionasse completamente.

Nos três anos em que passou programando, ele conta que teve cerca de seis celulares com defeito comprados por valores baixos em lojas de assistência técnica: o primeiro tinha um problema na tela bem onde fica localizado o teclado, então Cezar precisava utilizar de cabeça para baixo e com visualização reduzida para poder programar.

Antiga estação de trabalho de Cezar Pauxis, antes de se tornar um PicPay Lover

Outro deles esquentava até 90ºC, em apenas 15 minutos, e precisava ser levado ao congelador — sim, é isso mesmo que você está lendo —,  e, como nada foi simples nos seus primeiros anos como programador, o terceiro não poderia descarregar completamente, ou necessitava de um choque na bateria para ligar novamente.

Pauxis foi até enganado por um vendedor que afirmou que o aparelho tinha o dobro de memória e, em 2020, finalmente conseguiu comprar um teclado e um mouse para utilizar em seu último celular, que mesmo apertando teclas aleatórias quando atingia 40% da bateria, ainda era mais funcional do que os modelos antigos.

De todos os projetos que desenvolveu e testou junto com os amigos da escola, ele conta que teve alguns favoritos, dentre eles: uma mini rádio que funciona através do Wi-Fi para todo mundo escutar a mesma música junto e um joguinho no estilo Gartic, em que uma pessoa desenha uma palavra e as outras precisam adivinhar o que é – nesse, eles usavam até nomes de professores para ficar mais divertido.

O paraense diz que também tentou programar aplicativos usando o celular, mas não encontrou uma plataforma que oferecesse esse serviço de forma funcional, e que a maneira mais fácil seria usar uma linguagem de sites, mandar o código para um servidor, converter em código pra celular, baixar, desinstalar e instalar, tudo isso para testar uma única mudança – sendo que, com um computador, levaria apenas um minuto para colocar o código para rodar.

Então, quando finalmente criou coragem para pedir doações aos usuários de seus robôs no Telegram, o paraense conseguiu arrecadar dinheiro o suficiente para comprar um celular novo e, depois de ser incentivado pelos amigos a levar sua história para o Twitter, sua vida mudou completamente.

Leia mais: Conheça a história do PicPay contada pelo cofundador do app

88 mil curtidas e diversas propostas depois

Cezar Pauxis não tinha a intenção de ganhar tanta visibilidade com sua publicação na rede e nunca pensou onde poderia chegar quando decidiu escrever aquele Tweet, no dia 29 de dezembro de 2020.

“No primeiro dia, minha mãe foi dormir, como fazia toda tarde. E, quando ela acordou, o alcance da publicação tinha duplicado, as doações já tinham ultrapassado a quantidade que eu precisava para comprar um computador e estavam chegando no valor suficiente para ajudar a consertar nossa casa e melhorar nossa vida. Então ela chorou de emoção e me abraçou”, diz o paraense.

Casa em que PicPay Lover morava com a mãe, em Carutapera, Pará

Observando o comportamento dos pedidos de doação que normalmente via nos grupos de Telegram, ele acreditava que, se recebesse R$ 200, já seria muito. Mas o que realmente recebeu, além do dinheiro, foram diversos equipamentos de empresas como Olist, GuiaBolso e Alura, cursos 100% gratuitos em plataformas como Blue EdTech e cerca de 20 propostas de emprego – que, no final, virariam uma contratação como Engenheiro de Software aqui no PicPay.

Por que trabalhar no PicPay?

“Eu já utilizava o PicPay desde 2018 e achei interessante transformar a gratidão como usuário em gratidão como funcionário, porque eu acho importante a gente poder ajudar em algo que a gente gosta”, diz Pauxis.

Depois de receber diversas oportunidades para trabalhar em grandes empresas, Cezar escolheu trabalhar no PicPay, e conta que algo que chamou bastante sua atenção foi o Open Source: um modelo de trabalho que permite a participação de qualquer programador da empresa no desenvolvimento dos códigos do aplicativo e de outras ferramentas utilizadas no dia a dia, permitindo que ele pudesse contribuir em projetos pelos quais se interessasse e deixar sua marca por aqui.

Pauxis conta que tinha uma visão assustadora do mercado de trabalho, porque sempre foi uma pessoa divertida e acreditava que, depois de entrar nele, teria que virar uma pessoa séria e profissional. Mas, durante as primeiras conversas com seu atual time do PicPay, percebeu que não precisava mudar. Aqui, ele poderia ser ele mesmo!

PicPay Lover Cezar Pauxis mostra antes e depois da sua estação de trabalho

Em março de 2022, Cezar completa um ano como PicPay Lover e relembra que, na época, sua mãe acompanhou todas as entrevistas, mas não conhecia o PicPay. E, mesmo assim, quando ele passou na vaga, ela publicou uma foto com a legenda: “o mais novo programador do banco PicPay”. Hoje, ela já sabe que somos o maior aplicativo de pagamentos do país e, mais importante, que oferecemos um futuro de sucesso para sua carreira.

Leia mais: Responsabilidade social: como fazer doação pelo PicPay

Quando perguntamos se ele recomendaria o PicPay para programadores que estão começando agora em tecnologia no mercado de trabalho, a resposta é encorajadora: “Claro, porque não só é uma área acolhedora e divertida, como te dá todo o suporte para aprender”. Pauxis conta que, quando programava como hobbie, tinha o costume de pesquisar soluções para suas ideias. Já dentro do PicPay, tem acesso a diversos eventos e ativações com temas que não sabia que existiam e gosta de aproveitar essas oportunidades para aprender cada vez mais.

Sobre os caminhos que o jovem programador quer seguir daqui para frente?

“Quando tudo isso era um hobbie, eu estava sozinho, não conhecia isso de fazer um Plano de Desenvolvimento Individual ou receber feedback. Aqui, acho muito interessante ter uma liderança próxima, que se preocupa com o meu bem-estar. No PicPay, temos contato com todo mundo, então se alguém conhece uma ferramenta que eu preciso usar, posso conversar e essa facilidade de contato ajuda muito no meu objetivo de acelerar o desenvolvimento e conhecer novas possibilidades.”

Leia mais: Quer trabalhar no PicPay? Conheça nossa cultura e veja dicas

Quer saber mais sobre como é trabalhar no PicPay? Conheça a história da Fernanda Haddad, educadora física que resolveu fazer uma transição de carreira aos 43 anos e hoje trabalha com tecnologia no maior app de pagamentos do país.

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