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O que é inflação? Veja como reduzir o impacto no bolso

A inflação em abril de 2022 foi a maior para o mês em 26 anos. Entenda o que é inflação e como preservar seu dinheiro

2 de fevereiro de 2022 Atualizado em 17 de maio de 2022

Você pode não saber dizer com todas as palavras o que é inflação, mas certamente já percebeu como ela afeta o seu dinheiro e o seu dia a dia. 

Já foi ao mercado e reparou que, gastando o mesmo dinheiro, você hoje consegue comprar menos produtos do que antigamente? Isso é o que a inflação faz.

De forma simples, a inflação nada mais é do que aumento dos preços de produtos e serviços. 

Ou seja, essa alta pode ocorrer com os produtos que você compra no mercado, nos serviços que você utiliza, na gasolina, no restaurante, no salão de beleza, entre outros. 

Leia mais: Por que a gasolina está tão cara? Saiba quais são os motivos

Neste texto, vamos te contar tudo que você deve saber sobre inflação, por que ela afeta a sua vida e como fugir dos preços altos. Você vai entender:

  • O que é inflação? 
  • O que causa a inflação? 
  • Como a inflação afeta o meu dinheiro?
  • Quatro dicas para diminuir os efeitos da inflação
  • Os índices que medem a inflação

O que é inflação na economia? 

Como você viu acima, a inflação é o nome dado ao aumento generalizado no valor de produtos e serviços. Ela é calculada pelos índices de preços, também chamados de índices de inflação.

Mas, afinal, quem mede a inflação? A inflação no Brasil é medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IBGE contabiliza dois dos mais importantes índices de preços: o IPCA e o INPC.

Mas qual o índice oficial da inflação no Brasil, então? É o IPCA, sigla que significa Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que é também o mais usado. 

O IPCA é o que está mais presente no nosso dia a dia e nas notícias dos jornais. Então, normalmente quando as pessoas se perguntam o que é inflação, é a esse índice que elas se referem.

Como se mede a inflação?

O objetivo do IPCA é medir a variação mensal de preços de uma cesta de produtos e serviços consumida pela população. Nessa cesta estão itens como arroz, feijão, passagem de ônibus, conta de luz, roupas, médico, entre outros.

O índice também aponta a variação do custo de vida médio de famílias que ganham entre um e 40 salários mínimos. Ou seja, a maior parte da população brasileira. 

O IBGE explica que o cálculo é feito da seguinte forma: todo mês, são analisados aproximadamente 430 mil preços em 30 mil locais do Brasil. Esses preços são comparados com os do mês anterior para ver se houve aumento ou diminuição.

A maior variação mensal do IPCA aconteceu em março de 1990, quando chegou a 82,39%. E a menor variação, de acordo com dados do IBGE, foi em agosto de 1998 (-0,51%).

O instituto produz e divulga o IPCA desde 1980. Entre 1980 e 1994, ano de implantação do Plano Real, o índice acumulado foi altíssimo. Essa disparada nos preços é chamada de hiperinflação. 

Nessa época, nossos pais e avós viam os funcionários dos supermercados mudarem as etiquetas e aumentarem os valores dos produtos várias vezes ao dia. 

Foi nesse mesmo período que surgiu a famosa “compra de mês”, porque as pessoas iam ao supermercado mensalmente comprar tudo que consumiam de uma vez. 

Esse hábito se tornou comum porque já todos sabiam que os preços no dia seguinte estariam bem mais altos. 

Hoje, a prática da “compra de mês” não faz tanta diferença no bolso, mas é uma boa forma de evitar várias idas ao mercado e, consequentemente, compras desnecessárias. 

Leia mais: 9 dicas para fazer compras online com cashback

Como está a inflação hoje?

Agora que você já entendeu o que é inflação na economia, saiba que ela está em alta. Em 2021, o índice de inflação teve aumento de 10,06%. Foi a maior taxa acumulada no ano desde 2015.

De acordo com o IBGE, a inflação de 2021 foi influenciada principalmente pelo aumento nos preços dos itens que fazem parte do grupo transportes — que variou 21,03% no acumulado do ano. 

A inflação em 2022 acelerou para 1,06% em março, o que representa a maior taxa para meses de abril desde 1996, ou em 26 anos, antes até da implantação do Plano Real, que você viu acima.

Já a inflação acumulada em 2022, que considera todos os meses do ano até abril, chega a 4,29%. Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 12,13%.

MêsIPCA em 2022
Janeiro0,54%
Fevereiro1,01%
Março1,62%
Abril1,06%

Em abril de 2022, a inflação foi principalmente impactada pelos preços de transportes e de alimentação e bebidas. Apenas os combustíveis subiram 3,20% em março e o preço dos alimentos, 2,06%.

Segundo o Banco Central, a expectativa é de que a inflação de 2022 termine o ano em 7,89%. Essa previsão pode sofrer alterações, de acordo com a evolução da economia.

Você pode conferir quanto está a inflação do mês no site do IBGE.

O que causa a inflação na economia?

Muitas vezes as pessoas sabem o que é inflação, mas não entendem os motivos para que ela aconteça. Por que temos inflação e por que os preços aumentam? Essas questões são bem comuns e muito importantes.

A inflação acontece por diversas razões, e muitas vezes uma leva a outra. 

Tipos de inflação

Confira quais são os principais tipos de inflação, de forma simples, para entender na prática.

Oferta x demanda

Se a procura por um item ou produto crescer de uma hora para outra, o preço tende a subir. É a chamada inflação de demanda.

Esse, que é um dos tipos de inflação, acontece porque, se a procura por esse item cresce muito e a oferta não consegue acompanhar o mesmo ritmo, então fica mais difícil conseguir adquiri-lo. Assim, o valor se torna mais caro.

Repare: se você for comprar um guarda-chuva no meio de um temporal, provavelmente vai ver que o preço é mais caro do que em dias sem chuva. 

Outro exemplo disso é o que aconteceu com o papel higiênico e o álcool em gel no início da pandemia, em 2020. Como muitas pessoas compravam esses itens em grandes quantidades e a procura era alta, os preços dispararam.

Por outro lado, se o item é pouco procurado, o preço tende a cair, porque a demanda por ele é menor.

Custo de produção

Se o preço dos materiais usados para fazer um produto sobe, o valor desse produto também vai aumentar. É a inflação de custos.

Foi o que aconteceu com roupas também durante a pandemia. Os tecidos se tornaram mais caros e escassos e, com isso, o preço do vestuário subiu.

Aumento de impostos

Se um empresário ou produtor precisa pagar um valor mais alto de imposto, ele repassa esse aumento para o item que ele vende.

Como consequência, o consumidor deve pagar mais caro. 

Excesso de dinheiro

Se o governo “imprime” mais moeda para conter algum problema, por exemplo quando ele gasta mais do que arrecada, esse volume de dinheiro pode ser maior que a oferta de produtos e serviços disponíveis. 

Com mais dinheiro em circulação e menos onde gastar, os preços aumentam. É a chamada inflação espiral, ou espiral inflacionária.

Inflação do dólar

A alta do dólar é um dos fatores que podem causar um aumento na inflação, fenômeno conhecido como inflação do dólar.

Isso pode acontecer quando a cotação da moeda norte-americana sobe em relação ao real, porque vários produtos monitorados pelo IPCA têm influência da flutuação cambial.

Inflação inercial

A inflação inercial, ou inércia inflacionária, acontece quando a inflação passada afeta o futuro. É assim: com o avanço da inflação, os salários das pessoas tendem a subir, ao menos em parte. Com a renda maior, as pessoas consomem mais, e isso pode gerar um aumento de preços.

Ou seja: a lembrança da inflação cria a expectativa de mais alta de preços, e a inflação se retroalimenta.

Inflação estrutural

A inflação estrutural é similar à dos custos de produção. É causada, segundo economistas, pela falta de produtividade da economia do país.

A inflação é ruim?

Quando a inflação está descontrolada, ela pode ser um grande problema. 

Mas a alta de preços controlada é um fenômeno normal, que acontece quando o país também cresce. 

Portanto, se um país produz mais riquezas, tem baixo desemprego e se a renda da população aumenta, é esperado que os preços dos produtos aumentem na mesma proporção.

Mas, quando não há esse equilíbrio entre crescimento de riquezas e aumento de preços, a inflação pode ser uma vilã para o nosso bolso, porque reduz o poder de compra das pessoas (continue a leitura para entender o que é isso!).

Se quiser saber mais, confira mais sobre a relação entre o Produto Interno Bruto (PIB), ou o crescimento da economia de um país, e a inflação neste conteúdo especial.

Por isso, o Banco Central tem uma ferramenta para controlar a inflação: a taxa de juros, ou Selic.

Qual a relação entre taxa Selic e inflação?

A pergunta de um milhão de dólares é: o que faz a inflação diminuir, então? Como você viu acima, o Banco Central utiliza a taxa Selic para controlá-la. Mas vale entender melhor como isso acontece.

A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Quando a inflação sobe além do esperado, o Banco Central eleva os juros para controlá-la.

A relação entre a taxa Selic e a inflação acontece porque a taxa de juros ajuda a controlar quanto de dinheiro está disponível na economia. O aumento dos juros tende a reduzir esse volume, incentivando as pessoas a consumirem menos. Isso, por sua vez, tem o objetivo de controlar o aumento dos preços.

Na situação oposta, o Banco Central também pode reduzir a Selic para estimular o consumo e o aquecimento da economia, o que tende a elevar a inflação dentro de um nível esperado.

Confira o que é Selic e entenda melhor a relação entre taxa Selic e inflação neste conteúdo.

O que é estagflação?

Ali em cima, explicamos que o crescimento econômico pode causar inflação. No entanto, existe algo chamado de estagflação: quando a economia não cresce, mas existe inflação alta.

Talvez você tenha ouvido falar sobre isso recentemente, porque alguns especialistas chegaram a alertar para a possibilidade de um cenário de estagflação no Brasil. Ou seja: um cenário de inflação e baixo crescimento.

Atualmente, a previsão de economistas ouvidos pelo Banco Central para a inflação em 2022 é de 7,89%, e ela vem subindo. Já a expectativa para o PIB é de avanço de 0,7%, e esta, por outro lado, tem caído.

Por que sinto que os preços estão mais caros do que dizem?

Já reparou que, às vezes, a alta de preços que observamos nas despesas da nossa casa é muito maior do que a que assistimos ser noticiada na televisão?

Logo de início, a gente pensa que a notícia pode estar errada, mas não está. E é muito simples de entender por que isso acontece. 

Lembra do início do texto, que mostrou que a inflação mede a variação nos preços de uma cesta de produtos? 

Os produtos consumidos regularmente na sua casa podem ser diferentes dos produtos consumidos em média pela população. Isso é a chamada inflação pessoal, que é a variação de preços que afeta especificamente o seu bolso e da sua família, de acordo com o que vocês consomem.

Pode ser que, na sua casa, você consuma justamente os produtos que ficaram mais caros no mês. Nesse caso, a inflação na sua casa será bem maior do que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA. 

Por exemplo, uma família que tem três filhos em idade escolar e dois carros na garagem terá em casa uma inflação diferente e, provavelmente maior, do que a oficial. 

O bolso dessa família também vai ser mais impactado com a alta de preços do que o bolso de uma família sem filhos e sem carros. 

A inflação divulgada pelo IBGE que vemos na televisão mostra a variação dos preços dos produtos consumidos em média pela população

Essa cesta de produtos é definida com base em uma pesquisa que analisa o que a população consome e quanto da renda familiar é destinado para cada grupo de produtos.

Por exemplo, quanto consumimos em alimentação, vestuários, saúde, educação etc. 

A inflação, portanto, leva em conta não apenas a variação de preço de cada item, mas também o peso que ele tem no orçamento das famílias.

Como calcular a sua inflação pessoal?

Para calcular a variação dos preços na sua vida, é importante fazer um acompanhamento mensal do que você consome. Confira as dicas:

1. Anote os seus gastos mensais em uma planilha ou em um pedaço de papel, sem considerar despesas muito pontuais, como uma viagem ou um pagamento extra por um problema no carro. O importante aqui é reunir o que você sempre compra e paga.

2. Identifique qual é a quantidade de cada um dos itens que você consome por mês, como pacotes de café, quilos de feijão, litros de gasolina… 

Confira o exemplo:

ItemQuantidadePreço total no mês
Café1kgR$ 85
Feijão5kgR$ 40
Gasolina40 litrosR$ 290

Depois, basta somar o valor total que você pagou naquele mês.

Pronto. Ao ter essa lista de um mês, você pode replicá-la nos meses seguintes e comparar. Mas uma dica importante: considere sempre as mesmas quantidades que você anotou no primeiro mês, para ter uma referência mais exata.

É importante não mudar as quantidades de um mês para outro porque seu objetivo é verificar o aumento nos preços, ou seja, a inflação, e não a mudança no seu consumo em si.

No mês seguinte, você pega os itens e as quantidades e confere quanto pagou pelos mesmos itens. Aí, basta pegar o valor total do primeiro mês e comparar com o mês em questão para ver a diferença.

No exemplo da tabela, você gastou R$ 415 no mês. Caso no mês seguinte tenha gasto R$ 500, por exemplo, sua inflação pessoal foi de 20%.

Como a inflação afeta o meu dinheiro?

Mas, afinal, como a inflação pode impactar o meu dia a dia e também o meu dinheiro?

Já ouviu alguém falar que sobrou mês no final do salário? Essa sensação explica exatamente como a inflação afeta o nosso dinheiro e ela está relacionada a um termo muito comum: poder de compra.

Mas o que é poder de compra? Nada mais é do que simplesmente a sua capacidade, ou melhor, a capacidade da sua renda ou do seu dinheiro, de comprar coisas. 

E como a inflação afeta o seu poder de compra? Se a variação do seu salário de um ano para o outro for menor do que a inflação, você perde seu poder de compra. 

Por exemplo: quando você ganha o mesmo salário, mas os preços das coisas aumentam muito. 

Ou então, se você teve um aumento de 5% no salário, mas a inflação subiu 10% naquele período, o seu poder de compra caiu. 

Isso acontece porque os preços subiram mais do que o seu salário. 

Se a inflação e o seu salário têm a mesma variação, seu poder de compra se mantém. Por outro lado, se você receber um aumento superior ao avanço da inflação, seu poder de compra aumentará.

Fica a dica: na hora de pedir um aumento para o seu chefe ou quando for mudar de emprego, veja quanto foi a variação da inflação e peça sempre um reajuste equivalente ou maior. 

4 dicas para diminuir os efeitos da inflação 

Para diminuir os efeitos da inflação no seu bolso e não sentir que perdeu poder de compra, você pode usar ou reforçar alguns hábitos já bastante conhecidos, mas que não falham na hora de economizar dinheiro.

Olha só essas quatro dicas para fugir da inflação e aliviar o bolso.

Pesquise preços

A boa e velha pesquisa, apesar de cansativa, é uma boa aliada na hora de fugir dos altos preços, e faz parte de um bom planejamento financeiro.

Fique de olho em promoções e, quando encontrar um produto barato que você consuma bastante, aproveite e compre quanto puder. 

Você pode pesquisar preços e vantagens nas lojas parceiras da PicPay Store e aproveitar os cashbacks disponíveis no aplicativo do PicPay, por exemplo. Fique de olho e não deixe passar. Toda economia é bem-vinda. 

Leia mais: O que é PicPay e como funciona?

O mesmo vale para produtos e serviços, não só para supermercados. Sempre procure orçamentos diferentes. Afinal, a inflação está em praticamente todo lugar. 

Faça uma lista antes de ir às compras

Se planeje e faça uma lista com o que realmente você precisa. 

Essa é uma ótima forma de evitar o hábito de comprar por impulso e ter gastos desnecessários, e uma maneira de ganhar tempo.

Substitua itens por outros

Substituir os produtos que você costuma consumir é uma forma de economizar e variar o cardápio. 

Por exemplo, se a carne de boi está cara, por que não fazer um filé de carne de porco ou frango? O mesmo vale para outros itens. 

Fica a dica: no caso de legumes e verduras, procure sempre os da estação. Geralmente são os mais baratos, pois estão em maior quantidade e têm maior oferta. 

Negocie preços

Quem nunca pechinchou? Essa prática antiga é uma grande aliada na hora de conseguir preços baixos. Como já dizia a música de carnaval: “quem não chora, não mama”. 

Por isso, sempre que tiver oportunidade para pedir um desconto, seja para pagar à vista ou para levar mais itens, peça! 

Se você precisar de dinheiro na hora para te ajudar a conseguir um descontão que vale a pena, faça as contas e peça um empréstimo pessoal no PicPay (mas só se essa for a melhor opção para o seu momento financeiro, viu?).

Outros índices que medem a inflação

Além do IPCA, que agora você já sabe que é o índice de inflação oficial do Brasil, existem outros que medem o aumento de preços no país. Conheça alguns deles.

INPC

A sigla INPC corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Esse é um outro importante índice que mede a variação de preços calculado pelo IBGE. 

O INPC mede a variação do custo de vida de famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos.

A diferença entre ele e o IPCA está no uso do termo “amplo”, pois o IPCA analisa a variação em mais famílias brasileiras, com renda mensal de 1 e 40 salários mínimos. 

O INPC avalia a inflação entre famílias mais humildes, e portanto, que sofrem mais com o aumento de preços. 

Essas famílias geralmente gastam todo o seu rendimento em itens básicos, como alimentação, medicamentos, transporte etc.

IGP-M ou inflação do aluguel

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) é divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-IBRE). 

Além de analisar o movimento de preços, ele avalia também etapas distintas do processo produtivo. 

O IGP-M é um dos índices utilizados em reajustes tarifários de contas de telefone e energia e em contratos de empresas prestadoras de serviço dos segmentos de educação e planos de saúde. 

Além disso, o IGP-M se popularizou por ser utilizado como referência para o setor imobiliário para o reajuste de contratos de aluguel.

Agora que você entendeu melhor quais são os impactos da inflação, confira outras dicas de educação financeira para cuidar bem do seu dinheiro!

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