Existe uma nova geração de pessoas com alto poder aquisitivo no Brasil. Não são herdeiros clássicos nem clientes tradicionais de private banking. São profissionais liberais, empreendedores, executivos e criadores de conteúdo — gente que construiu o próprio patrimônio, muitas vezes operando como pessoa jurídica, e que até agora ficou num limbo entre os grandes bancos.

O PicPay identificou essa lacuna e decidiu agir. A resposta tem nome: Epic.

Neste post, a gente explica o racional por trás dessa estratégia, o que o produto oferece de concreto e por que ele pode mudar a forma como milhões de brasileiros se relacionam com serviços financeiros premium.

Uma alta renda que os bancos não enxergam

O ponto de partida do Epic é um diagnóstico que parece simples, mas revela um problema estrutural do mercado financeiro brasileiro.

Milhões de pessoas com renda acima de R$ 15 mil por mês não são tratadas como alta renda pelos grandes bancos. Isso acontece porque boa parte delas recebe como pessoa jurídica — são donos de CNPJ, sócios de empresas, profissionais que atuam como prestadores de serviço. 

“São profissionais liberais, empreendedores, executivos, influenciadores e que, como PJs, são mal atendidos — e que na PF não são vistos como alta renda,” explicou Pedro Romero, diretor executivo de Wallet e Banking do PicPay.

O tamanho da oportunidade

Os números dão dimensão ao potencial: o PicPay estima que existam cerca de 7 milhões de brasileiros com renda acima de R$ 15 mil. E a empresa já tinha aproximadamente 2 milhões deles dentro de casa — praticamente 30% do mercado potencial — usando a plataforma no dia a dia, mas sem um produto desenhado especificamente para suas necessidades.

E esses clientes já sinalizavam o quanto poderiam entregar: dentro da base do PicPay, eles deixam um saldo dez vezes maior e transacionam cinco vezes mais que o usuário médio da plataforma. Ou seja, o engajamento já existia. Faltava a oferta certa.

O perfil “self-made”

O que diferencia esse público da alta renda tradicional? Basicamente, a origem do patrimônio e o comportamento financeiro.

Esse cliente construiu riqueza com trabalho — não herdou. Ele valoriza praticidade, eficiência e serviços que façam diferença na rotina. Não está necessariamente atrás de status ou exclusividade simbólica. Quer resolver a vida financeira de forma inteligente.

É um perfil que cresceu junto com a economia digital: médicos que atendem por telemedicina, advogados com escritórios boutique, donos de e-commerces, creators que monetizam audiências, desenvolvedores que prestam serviço para fora. Gente que lida com múltiplas moedas, viaja com frequência e precisa de flexibilidade — não de burocracia.

O que é o Epic e por que ele é diferente

Lançado no fim de 2025, após meses de pesquisa com clientes, o Epic foi desenhado para fugir do que Romero chama de “proposta de valor muito básica de viagem” — aquele pacote padrão de sala VIP, milhas e concierge que domina o segmento premium no Brasil há décadas.

A proposta é outra: construir algo conectado à rotina financeira real do cliente, e não apenas a momentos pontuais como uma viagem de férias.

“Quando você olha a média do mercado, você tem benefícios pontuais, como acesso à sala VIP em Guarulhos. Nós trouxemos esses benefícios, mas também outros mais palpáveis para o cliente no dia a dia,” disse Romero.

O pacote completo

O Epic reúne uma combinação de produtos e serviços integrados:

  • Cartão Black com bandeira internacional
  • Conta global em dólar e euro, com spread zero no câmbio
  • Cashback de 1,3% em todas as compras locais
  • Cashback de 4% em compras internacionais
  • Parcelamento de compras no exterior em até 3x sem juros
  • Bônus de 4% ao ano sobre o saldo mantido em dólar
  • 10GB de internet internacional por ano
  • Investimentos integrados ao aplicativo

Parcelamento internacional: um diferencial brasileiro

Um dos pontos que mais chamam atenção é o parcelamento de compras internacionais sem juros. Pode parecer algo simples, mas é praticamente inédito no mercado.

Parcelar sem juros é um hábito profundamente enraizado no consumo brasileiro. Segundo dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), mais de R$ 390 bilhões em compras no crédito foram realizados de forma parcelada apenas no primeiro trimestre do ano. Dividir pagamentos maiores ao longo dos meses virou uma característica cultural do nosso consumo — algo pouco comum em mercados internacionais.

O PicPay foi pioneiro ao levar essa lógica para fora do país. Na prática, o cliente pode fazer uma compra em euros ou dólares e dividir em até três vezes sem juros, da mesma forma que faria numa loja no Brasil. Para quem viaja com frequência ou compra em sites internacionais, isso muda o jogo.

Conta global como peça central

A conta global integrada ao aplicativo virou um dos pilares do Epic. Não se trata de um serviço terceirizado ou de um app separado: o cliente opera em dólar e euro dentro do mesmo ambiente que já usa para pagar contas, investir e gerenciar o dia a dia.

O spread zero no câmbio elimina aquela sensação de estar “perdendo dinheiro” toda vez que converte moeda. E o bônus de 4% ao ano sobre o saldo em dólar funciona como um incentivo para manter reservas em moeda forte — algo que faz cada vez mais sentido num cenário de instabilidade cambial.

Os 10GB de internet internacional por ano complementam a experiência para quem viaja: sem precisar comprar chip local ou contratar roaming caro, o cliente já sai do Brasil conectado.

A camada de serviços: onde o jogo muda de verdade

Se a parte financeira é a base do Epic, é nos serviços agregados que o PicPay busca criar uma distância real da concorrência. A premissa é simples: em vez de oferecer benefícios genéricos que ninguém lembra de usar, montar um ecossistema de parceiros relevantes para o cotidiano do cliente.

O que está incluído

O pacote Epic dá acesso gratuito a:

  • Amazon Prime — streaming, frete grátis e benefícios do ecossistema Amazon
  • Assistência residencial da Porto Seguro — encanador, eletricista, chaveiro e outros serviços
  • Telemedicina do Hospital Albert Einstein — consultas médicas à distância com uma das referências em saúde do país
  • Tags do Sem Parar — pedágio e estacionamento sem filas
  • Hub de experiências — restaurantes, viagens e delivery com condições exclusivas

“Trouxemos parceiros que são referência em seus segmentos,” disse Romero.

A lógica por trás das parcerias

Cada parceiro foi escolhido para resolver uma necessidade real e recorrente. A assistência residencial, por exemplo, é o tipo de serviço que todo mundo precisa em algum momento — e que normalmente custa caro ou é difícil de contratar com qualidade. A telemedicina do Einstein resolve consultas rápidas sem deslocamento. O Sem Parar elimina a fricção de quem dirige no dia a dia.

Não é um catálogo de “nice to have”. É um pacote de serviços que, somados, geram economia real e conveniência tangível. E isso se reflete nos dados de uso.

Monitoramento ativo de ativação

Uma das práticas mais interessantes do PicPay com o Epic é o acompanhamento da ativação dos benefícios. Em vez de simplesmente oferecer e esquecer, a empresa monitora se os clientes estão, de fato, usando o que contrataram.

“Aqui, o objetivo não é colocar um monte de benefícios na prateleira e o cliente não usar,” disse Romero. “Pelo contrário, a gente acompanha a ativação dos benefícios — e o uso tem sido bem alto.”

Essa abordagem importa porque, no mercado premium, é comum que clientes paguem por pacotes cheios de vantagens que nunca utilizam. O resultado é frustração e, eventualmente, cancelamento. Ao garantir que o cliente ativa e usa os benefícios, o PicPay reforça a percepção de valor — e aumenta as chances de retenção.

Os primeiros resultados do Epic

O Epic foi lançado há poucos meses, mas os indicadores iniciais já mostram tração.

Adesão acima do esperado

Romero revelou que a adesão ao produto superou as expectativas da empresa. Sem detalhar números absolutos, ele destacou que os indicadores de engajamento subiram em todas as frentes monitoradas:

  • Aumento no volume transacionado — clientes Epic passaram a usar mais o cartão
  • Maior uso do cartão como meio de pagamento principal
  • Crescimento do saldo investido — mais dinheiro parado dentro da plataforma

Metade da base dobrou o relacionamento

O dado mais revelador: aproximadamente metade dos clientes que contrataram o Epic já mais que dobrou seu relacionamento com o PicPay. Na prática, isso significa que estão movimentando mais dinheiro, usando mais produtos e centralizando mais da vida financeira na plataforma.

Para um produto recente, esse nível de aprofundamento de relacionamento é significativo. Mostra que o Epic não está apenas atraindo curiosos, mas convertendo clientes em usuários de fato engajados.

NPS em zona de excelência

O NPS (Net Promoter Score), métrica clássica de satisfação e lealdade, dos clientes Epic já está naquilo que o mercado chama de “zona de excelência”. Romero indicou que a expectativa é que o indicador suba ainda mais com o lançamento de novas parcerias nos próximos meses.

Um NPS alto nesse segmento é particularmente relevante porque clientes de alta renda tendem a ser mais exigentes e menos tolerantes a falhas. Se estão satisfeitos, é sinal de que a entrega está alinhada à promessa.

A estratégia de crescimento: de dentro para fora

A trajetória do Epic segue uma lógica de duas fases bem definidas.

Fase 1: principalidade da base existente

A primeira etapa — já em execução — foi aumentar a principalidade dos 2 milhões de clientes de alta renda que já estavam no PicPay. Ou seja: fazer com que eles passassem a usar a plataforma como banco principal, não apenas como um app complementar.

Os resultados iniciais mostram que essa fase está funcionando. O aumento de saldo, transações e uso de cartão indica que o Epic está conseguindo “roubar” share of wallet de outras instituições financeiras.

Fase 2: aquisição de novos clientes premium

Agora, o PicPay começa a acelerar a segunda frente: trazer novos clientes de alta renda para dentro da base. Isso inclui campanhas publicitárias dedicadas ao Epic, posicionando o produto como alternativa real aos pacotes premium dos grandes bancos.

A combinação das duas fases — retenção e aquisição — é o que deve sustentar o crescimento do produto ao longo dos próximos trimestres.

O que o Epic representa para o PicPay

Olhando de forma mais ampla, o Epic não é apenas um produto. É uma peça fundamental na estratégia de monetização e diversificação de receitas do PicPay.

Receita por cliente

Clientes de alta renda geram receita significativamente maior. Se o ARPAC (receita média por cliente ativo) do PicPay gira em torno de R$ 80 no trimestre, é razoável supor que clientes Epic entreguem múltiplos desse valor — dado que transacionam cinco vezes mais e mantêm saldos dez vezes maiores.

Efeito ecossistema

O Epic também reforça a tese de ecossistema do PicPay. Ao integrar conta global, investimentos, cartão, cashback e serviços de parceiros num único app, a empresa aumenta os pontos de contato com o cliente — e, consequentemente, as oportunidades de cross-sell.

Quanto mais o cliente usa, mais difícil fica trocar. E quanto mais difícil trocar, maior a previsibilidade de receita.

Posicionamento de marca

Por fim, o Epic ajuda o PicPay a reposicionar sua marca. A empresa nasceu como carteira digital, evoluiu para banco digital e agora se credencia como opção real para um público que, historicamente, não consideraria um neobank como banco principal.

Não é pouca coisa. Conquistar a confiança de clientes de alta renda exige excelência operacional, estabilidade e uma proposta de valor que vá além de preço. O fato de o NPS já estar em zona de excelência sugere que o caminho está sendo bem trilhado.

O futuro: mais do que um cartão premium

No fim do dia, a mensagem do PicPay com o Epic é clara: a empresa não quer ser “o cartão da sala VIP”. Quer ser o banco principal de uma geração de alta renda que construiu seu patrimônio trabalhando — e que merece um serviço financeiro à altura dessa conquista.

Se o mercado premium brasileiro foi durante décadas dominado por propostas de valor baseadas em viagem e exclusividade simbólica, o Epic aposta numa direção diferente: valor real no dia a dia, integração de serviços e uma experiência financeira completa dentro de um único app.

Saiba mais sobre o Epic aqui.

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